A ginecologia e a obstetrícia estão entre as especialidades com maior volume de processos judiciais no Brasil. Complicações no parto, cirurgias ginecológicas e procedimentos estéticos íntimos tornaram a especialidade um dos principais alvos do judiciário médico.
A relação entre ginecologista, obstetra e paciente é das mais longas e íntimas da medicina. Mas é também uma das mais litigiosas — especialmente quando envolve o nascimento de uma criança ou uma cirurgia cujo resultado ficou aquém do esperado.
Sofrimento fetal, hipóxia neonatal, lesões obstétricas e óbito fetal são as causas mais frequentes — e de maior valor — em ações contra obstetras. A decisão sobre o tipo de parto está frequentemente no centro do processo.
Lesões de bexiga, ureter e intestino em histerectomias, ooforectomias e cirurgias laparoscópicas resultam em ações indenizatórias de alto impacto contra ginecologistas.
A demora no diagnóstico de câncer de colo de útero, ovário ou endométrio — mesmo quando decorre de exames falso-negativos — frequentemente resulta em processo contra o médico assistente.
Falhas em procedimentos de FIV, uso inadequado de material genético e resultados negativos em ciclos de reprodução assistida são fonte crescente de litígios de alto valor emocional e financeiro.
Labioplastias, rejuvenescimento vaginal e outros procedimentos estéticos ginecológicos têm crescimento acelerado — e com ele, o volume de reclamações por resultados insatisfatórios.
Inserção incorreta de DIU, perfuração uterina, gestações não desejadas após laqueadura e falhas na orientação contraceptiva são frequentemente judicializadas pelas pacientes.
Apólice desenhada para a complexidade única da ginecologia e da obstetrícia, cobrindo desde o pré-natal até os procedimentos cirúrgicos e estéticos da especialidade.
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Sim, desde que o profissional tenha habilitação e o procedimento esteja dentro do escopo da especialidade reconhecida pelo CFM. Procedimentos estéticos estão sujeitos à obrigação de resultado.
Dado o perfil das ações obstétricas e os valores históricos de indenizações, recomendamos limites a partir de R$ 500.000, com opções de até R$ 5.000.000 para profissionais com alto volume de partos.
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